SPOTLIGHT 3: Figuração em Expansão: Territórios de Transformação

12 - 30 Junho 2026
  • Prosseguindo a reflexão em torno da ideia de Figuração em Expansão, voltamos a reunir um Spotlight onde artistas, cujas práticas desafiam os limites da representação, se destacam pela forma como constroem linguagens visuais ligadas à transformação e reconfiguração social, histórica e artística, ativando novas leituras e dando expressão a este movimento figurativo. Entre figuras híbridas, símbolos reinventados, objetos ressignificados e narrativas em constante deslocação, as obras dos artistas selecionados, revelam um mundo em transformação contínua, onde os limites entre realidade e imaginação, matéria e significado, indivíduo e coletivo permanecem deliberadamente permeáveis.

    Através da pintura e da escultura, estes artistas exploram a criação artística como um espaço de experimentação crítica, onde a imagem não apenas reflete a experiência contemporânea, mas participa ativamente na sua reconfiguração. As suas obras recusam leituras fixas e identidades estanques, abrindo territórios de ambiguidade, diálogo e reinvenção que desafiam as estruturas através das quais compreendemos o mundo. Longe de propor respostas definitivas, estas práticas afirmam a transformação como uma força criativa e crítica. São exercícios de imaginação que expandem os horizontes do possível, convidando-nos a reconsiderar não apenas aquilo que vemos, mas também as formas através das quais pensamos, habitamos e projetamos o futuro.
    Conheça as novas obras disponíveis na galeria que dão expressão a este movimento figurativo!

  • AMADEO CARVALHO, Cabo Verde, n. 1985

    AMADEO CARVALHO

    Cabo Verde, n. 1985

    Amadeo Carvalho é um artista visual contemporâneo que vive e trabalha em Londres. A sua prática, que se move entre a pintura, a poesia e a fotografia, tem vindo a afirmar-se num percurso internacional coerente, colocando o seu trabalho em diálogo com diferentes públicos e contextos culturais. Enraizado na herança cabo-verdiana e nas múltiplas geografias da diáspora negra, o seu trabalho procura mapear afetos, silêncios e presenças — sobretudo as das mulheres negras, cuja força e centralidade moldaram as estruturas familiares e sociais que o habitam. O seu processo criativo envolve uma ampla diversidade de meios — incluindo carvão, serigrafia, acrílico, pigmentos vulcânicos, papel artesanal, transfers e elementos gráficos desenhados à mão — resultando em composições ricamente sobrepostas e tácteis.

     

    A sua prática nasce do desejo de escutar o eco das memórias que atravessam corpos, territórios e tempos. Procura construir espaços de encontro onde o gesto visual se torna  também um gesto de cuidado e de reparação. As composições — feitas de camadas, texturas e fragmentos — são cartografias sensoriais e poéticas. Cada obra é um campo de relação entre o visível e o invisível, entre o íntimo e o coletivo, onde a imagem e a palavra se encontram para propor outras formas de memória, pertença e imaginação.

     As suas obras integram coleções institucionais como as do Ministério das Finanças de Cabo Verde, do Município de Loulé, do Museu CACAU em São Tomé e da Associação Mundu Nobu, bem como diversas coleções privadas. Em 2025, foi comissionado para criar uma obra para a ópera de Dino d’Santiago, apresentada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. O seu percurso foi reconhecido pela Powerlist100 da Bantumen (2024), que distingue personalidades negras de impacto no espaço lusófono.

  • OBRAS DISPONÍVEIS

  • BENIGNO MANGOVO, Angola, n. 1993

    BENIGNO MANGOVO

    Angola, n. 1993

    Nascido em Cabinda no seio de uma família artística, Benigno Mangovo desenvolveu desde cedo uma apetência pela pintura. Dedica-se exclusivamente à carreira artística desde 2017, ano em que ingressou no atelier de pintura de Patrício Mawete, em Luanda, um espaço que contribuiu largamente para uma crescente formalização da sua produção. Mangovo descreve o seu processo criativo como genericamente introspectivo, recorrendo às experiências pessoais, às memórias e reflexões como fontes de referência. A sua obra inclui como temas recorrentes a memória, os sonhos, as emoções, as relações familiares e interpessoais e as relações sujeito-objeto, bem como a esperança, a resiliência, a fragilidade do ser humano, e a sua infinita e singular capacidade de se reinventar e renascer.

     

    A sua produção é pautada por uma recorrente experimentação vocacionada para a reinvenção da textura, da profundidade e equilíbrio de cores. Um processo que envolve recorrentemente uma construção padronizada de índole identitária, que esteticamente se assemelha à ideia da existência de circuitos de condução energética, de troca simbiótica ou sináptica. Padrões que moldaram ao longo de vários anos a construção cénica do fundo das suas telas, numa conceção estético-estilística distintiva, de índole semiótica, alicerçada na exploração de sinais e no processamento de signos inerentes à tradição da província de Cabinda - de onde o artista é originário - ao espaço vivencial da floresta local e ao universo da cultura espiritual e  vernacular. Em 2022, Benigno Mangovo foi selecionado para a participação na 2ª edição da residência artística da NESR Art Foundation, em Angola e, em 2023, abraçou uma nova residência artística, desta vez em Marrocos, organizada pela associação Arkane.

  • OBRAS DISPONÍVEIS

    • Benigno Mangovo Flores de Esperança II, 2025 Acrylic on canvas 155 x 100 cm
      Benigno Mangovo
      Flores de Esperança II, 2025
      Acrylic on canvas
      155 x 100 cm
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    • Benigno Mangovo Baawu m’tinu, 2022 Acrylic on canvas 203 x 184 cm
      Benigno Mangovo
      Baawu m’tinu, 2022
      Acrylic on canvas
      203 x 184 cm
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    • Benigno Mangovo Cilongo II, 2024 Acrylic on canvas 100 x 78 cm
      Benigno Mangovo
      Cilongo II, 2024
      Acrylic on canvas
      100 x 78 cm
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    • Benigno Mangovo Flores de Esperança I, 2025 Acrylic on canvas 155 x 100 cm
      Benigno Mangovo
      Flores de Esperança I, 2025
      Acrylic on canvas
      155 x 100 cm
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    • Benigno Mangovo M'tulisa Mu Buvika I, 2023 Acrylic on canvas 102 x 80 cm
      Benigno Mangovo
      M'tulisa Mu Buvika I, 2023
      Acrylic on canvas
      102 x 80 cm
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    • Benigno Mangovo N'ganda Likundi, 2022 Acrylic on canvas 100 x 85 cm
      Benigno Mangovo
      N'ganda Likundi, 2022
      Acrylic on canvas
      100 x 85 cm
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    • Benigno Mangovo Observador, 2024 Acrylic on canvas 100 x 121, 5 cm
      Benigno Mangovo
      Observador, 2024
      Acrylic on canvas
      100 x 121, 5 cm
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    • Benigno Mangovo Red Kuruma, 2024 Acrylic on canvas 110 x 110 cm
      Benigno Mangovo
      Red Kuruma, 2024
      Acrylic on canvas
      110 x 110 cm
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    • Benigno Mangovo Retratos com os Pescadores, 2024 Acrylic on canvas 80 x 90 cm
      Benigno Mangovo
      Retratos com os Pescadores, 2024
      Acrylic on canvas
      80 x 90 cm
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    • Benigno Mangovo Uma luz brilhante, 2024 Acrylic on canvas 100 x 100 cm
      Benigno Mangovo
      Uma luz brilhante, 2024
      Acrylic on canvas
      100 x 100 cm
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    • Benigno Mangovo Untitled, 2023 Acrylic on canvas 122 x 162 cm
      Benigno Mangovo
      Untitled, 2023
      Acrylic on canvas
      122 x 162 cm
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    • Benigno Mangovo Untitled, 2025 Acrylic on canvas 55 x 55 cm
      Benigno Mangovo
      Untitled, 2025
      Acrylic on canvas
      55 x 55 cm
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  • SOBRE OS ARTISTAS

    CRISTIANO MANGOVO, Angola, n. 1982

    CRISTIANO MANGOVO

    Angola, n. 1982

    Cristiano Mangovo cresceu como refugiado na República Democrática do Congo e passou a maior parte da sua carreira profissional na turbulenta sociedade angolana. Como resultado, a frase angolana "Winkeba e Nkeba bu Nkaka" ("Protejam-se a si próprios e protejam também os outros") tornou-se naturalmente o tema central do seu trabalho artístico. Com um forte pendor activista, a sua obra apela frequentemente à necessidade de proteger os mais fracos dos mais fortes, e à construção de uma sociedade mais equilibrada, com melhores condições humanas para todos.

     

    Mangovo desenvolveu ao longo dos anos diferentes estilos e simbolismos, mas sempre com um distinto caráter surrealista. Nos últimos anos, porém, as suas pinturas e colagens têm sido dominadas por um estilo expressionista, caracterizado por figuras deformadas que aparentam ter perdido completamente a sua real forma de vida.

     

    Cristiano Mangovo tem vindo a afirmar uma presença crescente no circuito internacional da arte contemporânea através de exposições e feiras de referência na Europa, África e Estados Unidos. Entre os momentos mais recentes do seu percurso destacam-se as exposições individuais Speaking in Two Tongues, na Allouche Gallery, em Nova Iorque (2024), e Body: Instrument and File, na Chase Contemporary, também em Nova Iorque (2023), bem como a participação em importantes plataformas internacionais como a 1-54 Contemporary African Art Fair, em Marraquexe (2024), a ARCO Lisboa, a Artissima, em Turim, e a Bienal de Kinshasa. A sua obra foi ainda apresentada em exposições realizadas em cidades como Paris, Milão, Genebra, Belgrado e Los Angeles, refletindo o crescente reconhecimento internacional da sua prática artística. 

  • OBRAS DISPONÍVEIS

    • Cristiano Mangovo Africa + China by day #1, 2022 Acrylic on canvas 100 x 80 cm
      Cristiano Mangovo
      Africa + China by day #1, 2022
      Acrylic on canvas
      100 x 80 cm
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    • Cristiano Mangovo Africa + China by day #3, 2022 Acrylic on Canvas 100 x 80 cm
      Cristiano Mangovo
      Africa + China by day #3, 2022
      Acrylic on Canvas
      100 x 80 cm
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    • Cristiano Mangovo Africa + China by day #5, 2022 Acrylic on canvas 100 x 80 cm
      Cristiano Mangovo
      Africa + China by day #5, 2022
      Acrylic on canvas
      100 x 80 cm
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    • Cristiano Mangovo Africa + China by day #6, 2022 Acrylic on canvas 100 x 80 cm
      Cristiano Mangovo
      Africa + China by day #6, 2022
      Acrylic on canvas
      100 x 80 cm
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    • Cristiano Mangovo Papa Sese 1, 2023 Acrylic on canvas 167 x 213 cm
      Cristiano Mangovo
      Papa Sese 1, 2023
      Acrylic on canvas
      167 x 213 cm
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      Sold
    • Cristiano Mangovo Conquistador #2, 2023 Mixed media on rice bag 120 x 70 cm
      Cristiano Mangovo
      Conquistador #2, 2023
      Mixed media on rice bag
      120 x 70 cm
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    • Cristiano Mangovo Conquistador #3, 2023 Mixed media on rice bag 120 x 70 cm
      Cristiano Mangovo
      Conquistador #3, 2023
      Mixed media on rice bag
      120 x 70 cm
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    • Cristiano Mangovo Os Asfaltados #1, 2020 Acrylic on canvas 140 x 186 cm
      Cristiano Mangovo
      Os Asfaltados #1, 2020
      Acrylic on canvas
      140 x 186 cm
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    • Cristiano Mangovo Os Asfaltados #2, 2020 Acrylic on canvas 140 x 185 cm
      Cristiano Mangovo
      Os Asfaltados #2, 2020
      Acrylic on canvas
      140 x 185 cm
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    • Cristiano Mangovo Os Asfaltados #3, 2020 Acrylic on canvas 185 x 139 cm
      Cristiano Mangovo
      Os Asfaltados #3, 2020
      Acrylic on canvas
      185 x 139 cm
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    • Cristiano Mangovo Os Asfaltados #4, 2020 Acrylic on canvas 185 x 139 cm
      Cristiano Mangovo
      Os Asfaltados #4, 2020
      Acrylic on canvas
      185 x 139 cm
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    • Cristiano Mangovo Series: Money Fight #2, 2022 Marker on paper 70 x 50 cm
      Cristiano Mangovo
      Series: Money Fight #2, 2022
      Marker on paper
      70 x 50 cm
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    • Cristiano Mangovo Series: Money Fight #5, 2021 Marker on paper 70 x 50 cm
      Cristiano Mangovo
      Series: Money Fight #5, 2021
      Marker on paper
      70 x 50 cm
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    • Cristiano Mangovo Series: Money Fight #6, 2021 Marker on paper 70 x 50 cm
      Cristiano Mangovo
      Series: Money Fight #6, 2021
      Marker on paper
      70 x 50 cm
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    • Cristiano Mangovo Series: Money Fight #7, 2021 Marker on paper 70 x 50 cm
      Cristiano Mangovo
      Series: Money Fight #7, 2021
      Marker on paper
      70 x 50 cm
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  • GONÇALO MABUNDA, Moçambique, n. 1975

    GONÇALO MABUNDA

    Moçambique, n. 1975

    Gonçalo Mabunda é um artista moçambicano e ativista anti-guerra. A sua obra enraíza-se na memória coletiva do seu país e afirma-se como um testemunho da resiliência do espírito humano perante a adversidade. Na criação dos seus trabalhos, inspira-se nas ricas tradições da arte e da dança africanas, incorporando nelas um forte sentido de património cultural e identidade, ao mesmo tempo que revela uma sensibilidade modernista. Através da sua prática artística, Mabunda convida o público a confrontar verdades incómodas sobre a condição humana e o legado dos conflitos. As suas obras constituem um lembrete do poder duradouro da criatividade para suscitar reflexão, inspirar mudança e estabelecer ligações que transcendem fronteiras e gerações. Tendo crescido no contexto da Guerra Civil Moçambicana, o seu trabalho apresenta-se como uma reflexão profunda sobre a memória coletiva e o legado político do seu país. A sua prática artística teve início no âmbito de um projeto implementado, em 1995, pelo Conselho Cristão de Moçambique (CCM). Este projeto percorreu o país recolhendo armas junto de indivíduos e comunidades após uma guerra civil que se prolongou por quase vinte anos. Parte das armas recolhidas foi destruída, enquanto outras foram desativadas e entregues a homens e mulheres como Mabunda, que as transformaram em obras de arte. Desde o lançamento deste projeto, intitulado Transformando Armas em Enxadas, foram recolhidas cerca de 800 mil armas.

     

    Expôs em museus de reconhecido prestígio internacional, entre os quais o Centre Pompidou, em Paris, o Museum of Arts and Design, em Nova Iorque, o Museum Kunstpalast, em Düsseldorf, a Hayward Gallery, em Londres, o Mori Art Museum, em Tóquio, e a Johannesburg Art Gallery, entre muitos outros. As suas obras integram importantes coleções institucionais, incluindo as do Chazen Museum of Art da University of Wisconsin–Madison, do Minneapolis Institute of Art e do Brooklyn Museum, bem como diversas coleções públicas e privadas.

  • OBRAS DISPONÍVEIS

  • NELO TEIXEIRA, Angola, n. 1974

    NELO TEIXEIRA

    Angola, n. 1974

    Nelo Teixeira é um artista multidisciplinar cuja prática artística abrange pintura, colagem, assemblagem, escultura e instalação. A sua obra dialoga com a Arte Bruta, a Arte Povera e o movimento Fluxus, incorporando materiais encontrados e objetos descartados para construir narrativas visuais que oscilam entre o poético e o político.

     

    Profundamente influenciado pela realidade urbana e social de Luanda, Nelo Teixeira transforma fragmentos do quotidiano — latas, caixas de madeira, plásticos, tecidos e detritos urbanos — em composições que evocam memória, precariedade e resiliência. A sua abordagem integra elementos gráficos e linguísticos, onde palavras e inscrições emergem como signos visuais e gestos performativos.

     

    A experiência do artista na construção de cenários para teatro e televisão transparece na dimensão instalativa do seu trabalho, onde formas arquitetónicas precárias e estruturas modulares evocam espaços de habitação informal e a fragmentação do tecido social. O seu universo imagético, marcado por figuras humanas estilizadas e tipificadas, aproxima-se da expressividade de Jean Dubuffet, Karel Appel e Jean-Michel Basquiat.

  • OBRAS DISPONÍVEIS

    • Nelo Teixeira Untitled - Series Lost Fragments, 2020 Wood, acrylic, and found objects 50 x 87 x 12 cm
      Nelo Teixeira
      Untitled - Series Lost Fragments, 2020
      Wood, acrylic, and found objects
      50 x 87 x 12 cm
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    • Nelo Teixeira Untitled, 2025 Wood, acrylic, and found objects 149 x 75 x 15 cm
      Nelo Teixeira
      Untitled, 2025
      Wood, acrylic, and found objects
      149 x 75 x 15 cm
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    • Nelo Teixeira Untitled, 2025 Wood, acrylic, and found objects 154 x 74 x 15 cm
      Nelo Teixeira
      Untitled, 2025
      Wood, acrylic, and found objects
      154 x 74 x 15 cm
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    • Nelo Teixeira Tuapandula, 2020 Wood, acrylic, and found objects 50 x 66 cm
      Nelo Teixeira
      Tuapandula, 2020
      Wood, acrylic, and found objects
      50 x 66 cm
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    • Nelo Teixeira A vista do lado de lá, 2023 Collage on wood 132 x 162 x 8 cm
      Nelo Teixeira
      A vista do lado de lá, 2023
      Collage on wood
      132 x 162 x 8 cm
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    • Nelo Teixeira Fora da Janela, 2023 Mixed media, metal on wood 143 x 90 cm
      Nelo Teixeira
      Fora da Janela, 2023
      Mixed media, metal on wood
      143 x 90 cm
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    • Nelo Teixeira Notícias do Trabalho, 2025 Wood, acrylic and found objects 91 x 98 x 11 cm
      Nelo Teixeira
      Notícias do Trabalho, 2025
      Wood, acrylic and found objects
      91 x 98 x 11 cm
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    • Nelo Teixeira O Encontro da Vida, 2023 Acrylic on discarded aluminium cans and metal threads 150 x 220 cm
      Nelo Teixeira
      O Encontro da Vida, 2023
      Acrylic on discarded aluminium cans and metal threads
      150 x 220 cm
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  • SOBRE A GALERIA

    THIS IS NOT A WHITE CUBE é uma galeria internacional de arte contemporânea, fundada em Luanda em 2016 e atualmente...

    THIS IS NOT A WHITE CUBE é uma galeria internacional de arte contemporânea, fundada em Luanda em 2016 e atualmente sediada em Lisboa, Portugal. Através da representação e colaboração com artistas nacionais e internacionais, tanto emergentes como consagrados, a galeria apresenta uma programação centrada em narrativas e debates relevantes associados ao contexto europeu e ao Sul Global. Com um espírito pioneiro de descompartimentação e inclusão, privilegiando diálogos interculturais, foi a primeira galeria africana em Portugal a abrir o seu círculo colaborativo tanto a artistas locais como a produções artísticas oriundas do Sul Global, incluindo o Brasil e países africanos não lusófonos. A galeria mantém uma presença regular e significativa nas principais feiras internacionais de arte contemporânea.

    E-MAIL: gallery@thisisnotawhitecube.com
    MORADA: Rua da Emenda 72, Lisbon
    HORÁRIO: Terça a Sábado, das 14h às 19h
    Sónia Ribeiro | CEO e Diretora Artística:
    sonia.ribeiro@thisisnotawhitecube.com / +351 967 042 186 / +33621863877
    Graça Rodrigues | Diretora e Curadora:
    graca.rodrigues@thisisnotawhitecube.com / +351 967 260 472