-
“Narrativas Resilientes: Memória, Identidade e a Hibridização das Formas”, reúne três artistas portugueses—Ana Malta, Manuela Pimentel e António Faria—numa exploração profunda das interseções entre identidade, património cultural e experimentação artística. Assentes em narrativas tanto individuais como colectivas, as suas práticas reflectem o poder transformador da memória e da tradição na construção da arte contemporânea.
Ana Malta (apresentada pela primeira vez na Art Paris) investiga a relação íntima entre o corpo, a memória e os espaços domésticos. As suas composições de grande riqueza matérica fundem cores vibrantes com formas tridimensionais, convertendo o corpo num arquivo vivo de histórias e emoções. Ao transitar entre o pessoal e o universal, o seu trabalho sublima a experiência quotidiana, transformando-a num símbolo de identidade e pertença.
Manuela Pimentel reinterpreta o azulejo tradicional português como um veículo de memória, história e sustentabilidade cultural. As suas pinturas escultóricas recuperam narrativas esquecidas, combinando o legado erudito da estética barroca com os códigos visuais da arte urbana. O recurso a materiais reaproveitados sublinha a impermanência e a consciência ecológica, criando um diálogo intenso entre o património e a contemporaneidade.
António Faria (também apresentado pela primeira vez na Art Paris) oferece uma visão melancólica e impactante da fragilidade da natureza através do desenho monocromático e da instalação multimédia. As suas obras evocam um mundo em decomposição, dramatizando o jogo entre memória, mortalidade e a ausência humana. Integrando frequentemente o desenho tradicional com vídeo, som e luz, Faria constrói ambientes imersivos que transcendem os limites do meio, convidando a uma introspecção profunda.
Em conjunto, estes artistas respondem ao tema da Art Paris 2025, "Out of Bounds", rompendo fronteiras geográficas, culturais e conceptuais. As suas obras celebram a hibridização como estratégia de sobrevivência artística e cultural, onde a convergência de práticas e tradições distintas se afirma como fonte de força e inovação. Num mundo marcado por identidades em mutação e por uma crescente incerteza ecológica, Narrativas Resilientes sublinha o papel fundamental da arte na criação de ligações entre passado e presente, individual e colectivo, tradição e transformação. Cada obra deste projecto encarna um diálogo entre memória e reinvenção, oferecendo ao público uma reflexão instigante sobre a capacidade da arte para transcender fronteiras e abordar questões universais de pertença, resiliência e renovação.
-
"Resilient Narratives: Memory, Identity, and the Hybridity of Forms"
“Narrativas Resilientes: Memória, Identidade e a Hibridização das Formas”, reúne três artistas portugueses—Ana Malta, Manuela Pimentel e António Faria—numa exploração profunda das interseções entre identidade, património cultural e experimentação artística. Assentes em narrativas tanto individuais como colectivas, as suas práticas reflectem o poder transformador da memória e da tradição na construção da arte contemporânea.
Ana Malta (apresentada pela primeira vez na Art Paris) investiga a relação íntima entre o corpo, a memória e os espaços domésticos. As suas composições de grande riqueza matérica fundem cores vibrantes com formas tridimensionais, convertendo o corpo num arquivo vivo de histórias e emoções. Ao transitar entre o pessoal e o universal, o seu trabalho sublima a experiência quotidiana, transformando-a num símbolo de identidade e pertença.
Manuela Pimentel reinterpreta o azulejo tradicional português como um veículo de memória, história e sustentabilidade cultural. As suas pinturas escultóricas recuperam narrativas esquecidas, combinando o legado erudito da estética barroca com os códigos visuais da arte urbana. O recurso a materiais reaproveitados sublinha a impermanência e a consciência ecológica, criando um diálogo intenso entre o património e a contemporaneidade.
António Faria (também apresentado pela primeira vez na Art Paris) oferece uma visão melancólica e impactante da fragilidade da natureza através do desenho monocromático e da instalação multimédia. As suas obras evocam um mundo em decomposição, dramatizando o jogo entre memória, mortalidade e a ausência humana. Integrando frequentemente o desenho tradicional com vídeo, som e luz, Faria constrói ambientes imersivos que transcendem os limites do meio, convidando a uma introspecção profunda.
Em conjunto, estes artistas respondem ao tema da Art Paris 2025, "Out of Bounds", rompendo fronteiras geográficas, culturais e conceptuais. As suas obras celebram a hibridização como estratégia de sobrevivência artística e cultural, onde a convergência de práticas e tradições distintas se afirma como fonte de força e inovação. Num mundo marcado por identidades em mutação e por uma crescente incerteza ecológica, Narrativas Resilientes sublinha o papel fundamental da arte na criação de ligações entre passado e presente, individual e colectivo, tradição e transformação. Cada obra deste projeto encarna um diálogo entre memória e reinvenção, oferecendo ao público uma reflexão instigante sobre a capacidade da arte para transcender fronteiras e abordar questões universais de pertença, resiliência e renovação.
-
SELECTED WORKS
-
ABOUT THE WORKS
-
-
-
-
-
Known for his immersive and emotionally charged practice, António Faria presents an entirely new body of work at Art Paris 2025. Through large-scale monochromatic drawings and polyptych compositions, Faria offers a melancholic yet powerful vision of nature’s fragility, evoking landscapes suspended between presence and absence, memory and decay.
Following his recent solo exhibition Delicate Flowers Facing Death, presented by THIS IS NOT A WHITE CUBE, Faria deepens his exploration of mortality, identity, and the human condition. His meticulous drawing practice, marked by intensity and repetition, gives rise to richly textured surfaces that transcend simple representation, revealing a world shaped by impermanence and introspection.
At once intimate and monumental, his works transform nature into both subject and metaphor—an emotional landscape through which we confront the passage of time and the limits of human presence. -
-
Manuela Pimentel reimagines traditional Portuguese tiles as vessels of memory, history, and cultural sustainability. Her sculptural paintings revive forgotten narratives, merging the scholarly legacy of Baroque aesthetics with the visual codes of street art. Pimentel’s use of reclaimed materials underscores impermanence and ecological awareness, forging a poignant dialogue between heritage and the contemporary.
Her art reflects on impermanence and the dialogue between past and present, reviving forgotten stories and reinterpreting the visual language of Baroque canons. Through a sustainable creative process, incorporating reclaimed materials, Manuela engages in an aesthetic exploration that underscores both cultural heritage and contemporary ecological concerns.
-
SOBRE OS ARTISTAS
-
-
-
ABOUT THE GALLERY
THIS IS NOT A WHITE CUBE is an international contemporary art gallery, founded in Luanda in 2016 and based in Lisbon, Portugal. Through the representation and collaboration with both national and international artists, whether established or emerging, the gallery presents a program focused on relevant narratives and debates, associated with the European context and the Global South. With a pioneering spirit of decompartmentalization and inclusion, favoring intercultural dialogues, it is the first African gallery in Portugal to open its collaborative circle to both local artists and artistic productions from the Global South, including Brazil and non-Lusophone African countries. The gallery maintains a regular and significant presence at major international art fairs.
ARTPARIS 25: Art Paris 2025 Art Fair
Atuais viewing_room